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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2022

Seca gera efeitos na vida regional

Seca gera efeitos na vida regional

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A continuidade da crise hídrica que assola a região, impossibilitando qualquer trabalho dos agricultores, está gerando apreensão quanto ao futuro da próxima produção agrícola. O perfil da situação já coloca perfilado a escalada dos preços dos produtos alimentares resultantes da transformação da safra de verão.

O balanço da estiagem, persistente, já é amargo. Segundo boletim técnico da EMATER/RS, o período caracteriza-se “pela continuidade do tempo seco, predomínio de sol forte e temperaturas elevadas durante o dia com declínio ao anoitecer, presença de ventos e umidade relativa do ar muito baixa nos horários mais quentes. Esse cenário não favoreceu os cultivos em implantação, tampouco o consolidado devido à ausência de umidade no solo afetar o desenvolvimento da cultura e praticamente paralisar a semeadura e os tratos culturais”, no caso da soja. A avaliação técnica acrescenta que na regional de Ijuí, por exemplo, que permeia a Região Celeiro, “a semeadura foi paralisada” e que “a emergência de lavouras implantadas até o momento apresenta enormes irregularidades, conferindo aspecto visual de baixo estande. Nas implantadas, observa-se encurtamento dos entrenós e folhas de tamanho reduzido”. Ademais, “a redução da umidade no solo tem dificultado avanços na implantação das lavouras e no desenvolvimento dos cultivos da soja”.

No campo do milho, a situação apresenta-se cruel. “Lavouras apresentam perdas da produtividade inicialmente projetada superior a 80%. Produtores já encaminham pedido de Proagro, cuja liberação autoriza as equipas técnicas da EMATER/RS para vistorias”. Na verdade, a falta de chuva em nível compatível à cultura compromete a produção de milho, já com perdas irreversíveis em vários municípios.

Por: Lúcio Steiner

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