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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020

Sabe como o PIX funciona? Conheça o novo sistema de pagamentos do Banco Central

Sabe como o PIX funciona? Conheça o novo sistema de pagamentos do Banco Central

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A chegada do Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), que entrará em operação em novembro de 2020, mudará a forma como o brasileiro realiza suas transações financeiras e trará mudanças radicais, impactando diretamente os bancos e as fintechs e fazendo com que empresas se tornem cada vez mais competitivas.
Na semana passada, o BC publicou uma norma que isenta pessoas físicas, incluindo empreendedores individuais, da cobrança de tarifas dos serviços oferecidos pelo Pix. A iniciativa tem o objetivo de oferecer maior abrangência possível ao novo sistema de pagamentos, porém esbarrou em questões como o custeio da operação, já que as instituições que vão operar nos sistema não poderão monetizar o produto.
De acordo com o BC, a intenção da norma foi baratear custos, assim como, nas operações, não há a necessidade de intermediários, não há tarifa de intercâmbio nem ressarcimento entre as instituições participantes e, por conta disso, os custos também serão reduzidos.

O cadastro do PIX
De acordo com o portal G1, muitas instituições financeiras lançaram pré-cadastro para seus clientes, mas terão que confirmar a partir de hoje com o efetivo cadastramento das chamadas “chaves PIX” com seus respectivos usuários.
A “chave PIX” é uma espécie de “apelido” ou “atalho” para identificar e localizar cada conta no sistema. O cliente poderá cadastrar como chave um número de celular, um email ou o CPF ou CNPJ. Ao criar o criar uma chave, o usuário realizará transações de maneira mais simples e ágil, mas o cadastramento não é obrigatório.
“Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave PIX, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação”, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O procedimento pode variar entre elas, mas de acordo com as informações passadas pelos cinco maiores bancos do país ao portal InfoMoney durante a fase de pré-cadastro (veja mais aqui), no cadastro o cliente confirma à instituição que quer fazer parte do Pix e define a sua chave Pix – que pode ser um e-mail, CPF, telefone ou chave aleatória – que vai passar a identificar sua conta no sistema.

Quando o PIX começa a funcionar?
O PIX será iniciado, de forma efetiva, no dia 16 de novembro em todo o país. A partir do dia 3 de novembro, o PIX começará a ser disponibilizado já para alguns clientes selecionados para uma fase de testes.

Como funciona o PIX?
A expectativa é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser gratuito, instantâneo e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana. A previsão é que a maioria das transações seja aprovada e finalizada em até 10 segundos.

Contas de luz
A conta de luz poderá ser paga pelo Pix. O acerto foi feito pelo Banco Central e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com Banco Central, ao garantir o pagamento imediato, o Pix tem potencial de agilizar o religamento da energia, no caso de residências e estabelecimentos comerciais que estiverem condicionados à verificação do efetivo pagamento.
Confira aqui se a instituição onde você tem conta pediu adesão ao Pix.

Cadastro de chaves e prêmios
Nesta semana, o Banco Central iniciou mais uma etapa da implementação do seu novo sistema de movimentações financeiras, o PIX. A partir desta segunda-feira, 5 de outubro, os bancos e instituições financeiras já iniciaram o cadastro das “chaves” do PIX, relativo às informações coletadas para a utilização do serviço.
De acordo com o BC, a participação nesse período vai de 05 de outubro a 02 de novembro. Esta participação é facultativa a todas as instituições em adesão e condicionada à aprovação nas etapas cadastral e homologatória.
O BC ainda informou que até agora, 644 instituições estão aptas a iniciar o cadastro de chaves de modo seguro. “O número vem crescendo de forma contínua, o que demonstra o forte engajamento e compromisso do mercado para o sucesso e adoção do Pix como meio de pagamento”, destacou o Banco Central.