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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2020

Ruas do Loteamento Terra Nova terão nomes que marcaram a história

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Ruas do Loteamento Terra Nova terão nomes que marcaram a história

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Três Projetos de Lei Legislativo foram aprovados pela Câmara de Vereadores Municipal que tratam da nomeação de ruas do Loteamento Terra Nova, localizado na Avenida Angelo Santi, Bairro Getúlio Vargas. De acordo com os projetos, as ruas levarão os nomes de Nilza Depiere, Carlos Leodoni Andrighetto (DODI) e Ângela Rotili Polo.
A proposta foi feita pelos vereadores Valdez Krampe (PDT), Irani Oliveira da Rosa (DEM) e Janete Leandra Pretto Franco (DEm), e levam em consideração o empenho e os trabalhos prestados à comunidade santo-augustense. Os respectivos projetos acrescentam um breve histórico de cada um dos homenageados.
O proprietário do loteamento, Antônio Carlos Depiere, considerou a iniciativa algo positivo, tendo em vista que representa a história de Santo Augusto. “É muito bom saber que podemos homenagear de uma forma tão bonita aqueles que contribuíram para o crescimento do nosso município. O loteamento Terra Nova é um grande empreendimento, que ganhará ainda mais propósito com a nomeação destas ilustres pessoas da nossa comunidade”, disse.
Segundo informações, o projeto foi submetido à votação na sessão ordinária da última terça-feira, 08 de setembro, e foi aprovada por unanimidade.

ÂNGELA ROTILI POLO

Filha de Pascoal Rotili e Josefa Fernandes Valente Rotili, vindos da Itália e Espanha para residir no Brasil. Ângela nasceu em 13 de novembro de 1924 na linha 19 – Ijuí, hoje cidade de Ajuricaba. Casou-se com Maximiliano Polo e vieram fixar residência na localidade de Santo Antonio, interior do município de Santo Augusto.
Dessa união, nasceram 13 filhos, vivenciaram uma realidade dura, com muito sacrifício e trabalho. Fazendo os afazeres domésticos e ajudando seu esposo na lavoura. Mesmo com dificuldades não perdeu seu otimismo, nunca descuidando da educação dos filhos, no trabalho, no respeito e na fé, tendo o alicerce de Deus em 1° lugar na vida.
Aos seus 67 anos ficou viúva, após a partida do seu esposa dedicou sua vida mais à família e comunidade, assumindo a missão de evangelizar, tornando-se em 1995 ministra da Eucaristia, da palavra e da esperança. Fazia visitas semanais aos doentes no Hospital Bom Pastor, além de visitas no Bairros e interiores da cidade, levando a Eucaristia aos idosos e enfermos exerceu esse ministério por mais de 20 anos.
Foi uma das fundadoras do grupo dos carismáticos, foi coordenadora do grupo Mãe Rainha, Das Mil Ave Maria e Novenas. Além disso, ela se dedicava a medicina caseira, mesmo tendo três filhos médicos, fazia chás e xaropes com ervas cultivadas em sua horta para pessoas que necessitavam se sua ajuda.
Dona Ângela veio a falecer no dia 11 de julho de 2017, aos 92 anos, deixando exemplos de fé, amor, alegria, perseverança, doação, trabalho, valores, determinação, luta, valorização da vida, família, oração e amizade.

CARLOS LEODONY ANDRIGHETTO

Mais conhecido por Dodi, nasceu no dia 30 de janeiro de 1939, em Santo Augusto. Filho de Francisco Andrighetto e Luiza Santi Andrighetto. Num total de 15 filhos, era o 13° na ordem de filiação.
Aos seis anos iniciou seus estudos na antiga Escola Santa Ursula, nessa cidade. Aos 12 anos transferiu-se para o Ginásio Cristo Redentor em Cruz Alta, onde concluiu o antigo colegial. Cursou o ensino médio e concluiu em 1955.
Formou-se em técnico em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio de Santo Ângelo, no ano de 1959.
Casou-se com Cleia Maria de Souza Andrighetto, em 22 de outubro de 1966, quando abriu seu próprio escritório de contabilidade, permanecendo nessa atividade por 20 anos. Em 1984 ingressou na agricultura, a qual era sua principal atividade.
Representante do INSS de 1964 a 1984. Sócio fundador do CTG Pompílio Silva. Vereador no período de 1969 a 1972. Componente da 1ª diretoria do CNEC, onde atuou como tesoureiro e professor a partir de março de 1971. Sócio fundador do SICREDI, onde atuou como Diretor de Crédito Rural por quatro anos. Prefeito de Santo Augusto de 2005 a 2008.

NILZA DEPIERE

Nilza Depiere nasceu na cidade de Santo Augusto em 14 de junho de 1936, filha de José e Francisca Antonow. Casou-se com Carlos Antônio Ivanovitch Depiere em 04 de setembro de 1958, com quem teve quatro filhos, Tânia, Sirlei, Dinara e Antônio Carlos, avó de 9 netos e 11 bisnetos. Quando era jovem morava no interior e trabalhava na lavoura e nos afazeres domésticos. Após o casamento foi comerciante de um pequeno armarinho e agricultora. Manteve suas raízes na agricultura sempre ao lado do seu esposo, foi mulher de fibra, trabalhadora e dedicada à família e à comunidade santoaugustense. Dona Nilza como era conhecida era uma pessoa ativa e participativa de várias instituições do município, destacando a sua atuação como voluntária nas atividades do CTG Pompílio Silva, Lions Clube e na Paróquia São João Batista. D. Nilza era uma pessoa com um grande coração sempre pautando suas ações para o bem comum. Na família era uma mãe, avó e esposa dedicada, sua realização pessoal era estar com a família reunida e os jogos de cartas sempre estiveram presentes nesses momentos, exímia cozinheira primava por ter uma mesa farta com suas comidas e quitutes preparadas com muito amor e carinho, era uma pessoa que cativou todos que tiveram o privilégio de conviver com ela.
Faleceu em 18 de dezembro de 2012 quando foi acometida de uma pancreatite deixando além dos familiares um vasto círculo de amizade.
Seus familiares, em sua grande maioria ainda residem em Santo Augusto, atuando em diversas atividades e sempre contribuindo para o crescimento de nossa terra.

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