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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020

Quase mil fontes de água foram protegidas no RS em 2019

Quase mil fontes de água foram protegidas no RS em 2019

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Ao todo, 979 fontes naturais de água foram protegidas no meio rural do Rio Grande do Sul, em 2019. A ação, supervisionada pela Emater/RS-Ascar, conveniada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) beneficiou 1457 famílias.

As nascentes de água no meio rural têm valor inestimável, sendo, em alguns casos, fonte de água potável para o consumo das famílias rurais.

Com base na legislação (Lei n° 12.651/2012, Lei nº 9.519/1992 e Lei nº 11.520/2000), técnicos da Emater/RS-Ascar seguem um “passo a passo”, na hora de implantar os sistemas de proteção das fontes de água, que brotam naturalmente do subsolo.

Em dezembro, uma destas fontes de água foi protegida, no interior de Boa Vista do Incra, na região Noroeste do Estado. “O trabalho prestado ficou muito bom”, comemorou o jovem Altair Siqueira. “Nossa relíquia, nossa benção de Deus, nosso olhinho d’água, que muitos anos matou a nossa sede, agora chegou a nossa vez de proteger”, completou Altair.

Passo a passo

O primeiro passo, na propriedade da família Siqueira, foi limpar o local onde verte a água. Foram retirados dejetos orgânicos, depositados na fonte e no entorno.

Em seguida, definiu-se onde seria o ponto de captação da água. No local, foi construído, de tijolos e cimento, um pequeno muro de contenção, pelo qual, perpassam canos de pvc de diferentes espessuras (com a finalidade de limpar a fonte), além de filtro de captação de água e canos, por onde a água extravasa, toda vez que atinge o nível superior.

Por fim, foram acrescentadas pedras de vários tamanhos, com a finalidade de drenar o local, bem como uma lona plástica, ou geomembrana, sobre as pedras. Para arrematar o trabalho, colocou-se uma camada de terra, de aproximadamente 40 cm, e uma cerca para repelir a entrada de animais de grande porte. “As próprias raízes das árvores do entorno, em conjunto com as pedras, irão filtrar a água”, explicou a geógrafa da Emater/RS-Ascar, Isabel Robaert de Souza.

Ainda de acordo com Isabel, a proteção das fontes de água é considerada, por lei, atividade eventual ou de baixo impacto ambiental, razão pela qual é permitida pela legislação. Contudo, alerta a geógrafa da Emater/RS-Ascar, o trabalho não pode ser feito de qualquer maneira, tendo em vista que as fontes de água são consideradas Área de Preservação Permanente (APP) portanto, é necessário seguir critérios técnicos.

A ação desenvolvida em Boa Vista do Incra, em dezembro, também serviu para capacitar, sobre o assunto, técnicos da Emater/RS-Ascar de Boa Vista do Incra, Cruz Alta, Fortaleza dos Valos, Colorado, Quinze de Novembro e Salto do Jacuí. Foram instrutores da capacitação, os extensionistas rurais Lacide Lui, Dejair Burtet e Isabel Robaert de Souza.

 

 

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