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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

Programa estadual promete ser um “divisor de águas” no incremento da produção de milho

Programa estadual promete ser um “divisor de águas” no incremento da produção de milho

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Pró-Milho/RS

Programa estadual promete ser um “divisor de águas” no incremento da produção de milho

Assinatura do decreto que oficializa o programa foi assinado em Chiapetta, na sexta-feira, dia 7, com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite

 

A Chiapeta Empresa Agrícola, gerenciada pela família do produtor Luiz Antônio Chiapeta, foi sede de um dos momentos mais marcantes para a agricultura gaúcha nos últimos anos, nesta sexta-feira, dia 7. Além da 9ª Abertura Oficial da Colheita de Milho do Rio Grande do Sul, o local foi palco da assinatura do decreto que oficializa o Programa Pró-Milho RS – muito aguardado pela cadeia produtiva gaúcha. O Estado não produz a quantidade de milho suficiente para o consumo interno e o intuito é reverter esse quadro, para tornar outras atividades mais competitivas.

O município de Chiapetta, que soma mais de 30 mil hectares agricultáveis, forte produtor de soja e de milho, recebeu diversas lideranças regionais e estaduais na quinta e sexta-feira, dias 6 e 7, graças à promoção de palestras e do ato oficial promovidos pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), pela Apromilho/RS, prefeitura municipal e Chiapeta Empresa Agrícola.

Para o presidente da Apromilho/RS, Ricardo Meneghetti, o programa promete ser um agente transformador na agricultura gaúcha. Segundo ele, o entendimento da entidade e dos demais órgãos que integraram a construção do programa é que o milho não é somente importante para a economia, mas para a manutenção sustentável das lavouras, com a possibilidade de potencializar a rotação de culturas nas lavouras do Estado.

– Estamos realizando um sonho, esperançosos de que este momento histórico seja um “divisor de águas” para nós, produtores, e para a nossa agricultura. Todo esse trabalho também aproximou os elos da cadeia produtiva, nos colocando em sintonia com o mercado – exclamou Meneghetti, animado com a grande presença de lideranças que marcaram presença no evento.

Segundo o presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, o fato de o Brasil ser considerado um celeiro pelo alto grau de exportações de produtos agrícolas só vem reforçar o papel importante que o milho tem na cadeia produtiva como um todo, com os reflexos na produção de proteína animal, por exemplo.

– Estamos em um momento importante para a agricultura brasileira e precisamos repensar o modo em que usamos os nossos recursos, como a água. Não tem porquê deixar de aproveitar a água que temos para produzir mais. Hoje somos privilegiados pelo formato de agricultura que desenvolvemos e vejo que logo poderemos ter até três safras por ano. Para isso, o único caminho é a irrigação – defendeu.

E acrescentou: “o mundo agora quer comida e outros países já confessaram não ter como produzir tanto quanto o Brasil. O mundo está precisando de nós, agricultores”, disse Paolinelli, especialmente aos jovens presentes no encontro, admitindo que ainda restarão sérios problemas para as novas gerações, como a corrupção e outros ajustes – mas, por outro lado, as oportunidades são consideradas infinitas.

Sobre a iniciativa do Pró-Milho/RS, Paolinelli elogiou.

– Vocês, gaúchos, estão dando exemplo. Mais uma vez estão dando início a um trabalho que vai mudar a realidade do Estado. É algo fundamental para mudar a forma como o milho vem sendo trabalhada dentro dos sistemas de produção – salientou.

O governador gaúcho, Eduardo Leite, salientou que o Pró-Milho/RS começou a ser estruturado desde a safra passada, quando lideranças do setor sensibilizaram o governo da necessidade de tomar alguma medida para minimizar o déficit do produto no Estado.

– Estamos fazendo isso para que a gente possa produzir mais e melhor, dando apoio no acesso ao crédito e na comercialização, bem como na viabilização de mais áreas com irrigação. Entendemos a importância de dar esse suporte para a cadeia agrícola, que é fundamental para a nossa economia – reiterou.

Para Marcelo Chiapeta, que trabalha com o pai Luiz Antônio e irmão Gustavo, o risco da produção de milho é proporcional à possibilidade de grandes ganhos.

– A nova revolução agrícola é fazer uma agricultura altamente rentável. Para isso, precisamos de uma agricultura regenerativa e sustentável – defendeu, observando que, para isso, o milho é essencial.

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