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Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2021

Pandemia reduziu realização de mamografias

Pandemia reduziu realização de mamografias

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O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Para o Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimou 66.280 casos novos de câncer de mama em 2021, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres. O advento da pandemia acabou afetando o cuidado das mulheres com a saúde, negligenciando um dos cuidados mais importantes para a saúde feminina, a realização da mamografias.

Conforme mostra um levantamento recente, publicado em abril na Revista de Saúde Pública, o número de mamografias realizadas na rede pública nesta faixa etária diminuiu 42% em 2020 na comparação com o ano anterior, caindo de 1.948.471 em 2019 para 1.126.688 no ano em que a pandemia começou. A diferença de 800 mil exames não realizados no ano passado deve significar algo em torno de 4 mil casos de câncer de mama não diagnosticados em 2020, considerando estimativas da taxa de detecção da doença nas mamografias digitais (em média de cinco casos detectados para 1000 exames).

De acordo com informações do Hospital Bom Pastor de Santo Augusto, em 2020 foram realizadas 1.139 mamografias, entre procedimentos realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios. Em comparação a 2019, os números reduziram cerca de 38%, tendo em vista que naquele ano foram feitas 1.572 exames. Quanto as mamografias realizadas neste ano de 2021, até o mês de agosto, foram 758, uma soma ainda menor quando se comparado ao mesmo período em 2019.

A empresária, Miriam de Fátima Bieleski Thiesen, descobriu o câncer de mama durante a realização de exames anuais. Segundo ela, durante o mês de junho deste ano, ela percebeu a existência de um pequeno caroço na axila, momento em iniciou-se uma investigação. “Inicialmente o médico disse que poderia ser apenas uma íngua, mas depois da realização de exames foi constatado o nódulo. Após a realização da biópsia foi confirmado o câncer. Iniciei as quimioterapias logo depois”, recordou.

Segundo ela, apesar do pouco tempo de tratamento, ela acredita que o pior já tenha passado. “Foi tudo muito rápido. Logo que descobri o câncer iniciei o tratamento, o qual está em fase final. Mas não é nada fácil, as quimioterapias vermelhas são as mais complicadas. Ter de lidar com a queda de cabelo é difícil, mas ele vai crescer novamente”, colocou a paciente, que não possuí histórico familiar deste tipo de nódulo.

Miriam também ressaltou a importância do apoio familiar durante o tratamento. “Faz toda a diferença no tratamento, te deixa mais forte e graças a Deus eu tenho este carinho que me fortalece. Tenho muita fé que logo vai passar. Estou mais forte a cada dia e em momento algum pensei em desistir. Deus é bom e que nos prova que somos capazes de vencer a cada obstáculo da vida com muita fé”, concluiu a empresária.

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