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Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

O ANO QUE NUNCA ACABA

O ANO QUE NUNCA ACABA

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É estranho demais a ideia de que há um ano atrás estávamos ouvindo falar que uma epidemia estava se formando no oriente, e nós nem bola, estávamos focados nos festejos carnavalescos e na correria do cotidiano. Já em março o papo foi outro – e como foi – virou uma pandemia e cá estamos, aflitos por um alívio imediato e cansados de tudo isso.
Pois, bem! O estoicismo nos ajuda a mantermos a calma perante aquilo que não podemos ter controle, mas na situação em que estamos o controle já é possível e nada foi feito, então, a preocupação é inevitável por qualquer um que preze pela saúde sua e de sua família. Iniciamos 2021 com muita esperança, porém, gosto sempre de lembrar uma frase de Camus, “Toda infelicidade dos homens provém da esperança”.
O que podemos refletir sobre isso? Bem, pelo simples fato de que quanto mais esperançosos ficamos, mais aflitos nos tornamos, logo, a ansiedade nos toma conta e leva a fazermos tolices, coisas toscas, impensáveis, um exemplo disso é comentar em redes sociais e propagar inverdades. Se tem uma coisa que levo comigo é de “não tocar tambor pra maluco dançar”. Sei, é muito difícil, claro, quem não tem vontade de esganar um idiota quando ele fala que a terra é plana ou que vacinas afetam ou alteram o DNA, etc.
A burrice e a escrotice tomaram conta das redes sociais, espalhando ódio e informações falsas. Parece-me que hoje em dia são poucos os diplomas que tem valor, basta ver um vídeo no YouTube que já se ignora toda a história de alguém que batalhou pra chegar onde está.
O ano de 2020 ainda não acabou, fizemos a transição para 2021, mas ainda não finalizamos e brindamos como queríamos, final de ano sem graça, careta – parece chuchu – espero que nossos governantes possam valorizar muito mais o investimento em ciência e tecnologia, além de claro, pesquisas, para que possamos – de fato – crescermos como potência em educação e saúde.
Aprendemos muitas coisas nessa interminável pandemia, uma delas é um velho ditado platônico, “Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida”, com certeza podemos refletir profundamente nesse ano passado – ao menos quem faz uma introspecção diária, sim – os que estão levando tudo na esportiva não estão nem aí para quem está saindo para trabalhar, se cuidando, usando máscara, evitando o máximo que pode de aglomerações na família e etc.
São egoístas, custa ficar sem viajar esse ano? Sem a baladinha? Não podemos parar o mundo, é bastante claro, mas acho desnecessário o lazer em meio a tanto sofrer. Não falo aqui de viajar a trabalho nem algo do tipo, nós, trabalhadores temos que encarar a labuta, afinal, nosso pão de cada dia envolve riscos e mais riscos e não tem choro, porém, essa pandemia nos mostrou duas coisas que até então não conhecíamos tão bem como agora e que se intensificou nos últimos meses: o egoísmo e a empatia.
Duas coisinhas que temos que trabalhar fortemente em 2021, para que não fracassemos ainda mais. Dá pra fazer, basta se colocar no lugar do outro antes de qualquer coisa. Leia Kant. Abraço e valeu pela leitura!

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