Política

Três Passos - Pronunciamentos dos vereadores da última sessão

Confira os principais pontos abordados na última sessão legislativa da Câmara de Vereadores de Três Passos

Sugestão para que moradores possam se utilizar do transporte escolar

ARLEI TOMAZONI (PSDB) – Por onde a gente anda pelo município, moradores têm se queixado quanto às estradas. Nós só podemos encaminhar pedidos ao executivo e é o que temos feito. Na Romana 2 a estrada encontra-se em péssimas condições. No Cachimbo Perdido também tem um trecho que está detonando os carros. Quero dizer também que acompanhei alguns pais em reunião com o prefeito sobre a questão das crianças que precisam se deslocar, em alguns casos, para escolas distantes de seu bairro, para estudar. O prefeito falou que há necessidade de se fazer um zoneamento e eu pensei que isso já tivesse sido feito, pois é um princípio básico que a criança frequente a escola mais próxima possível de sua casa, conforme prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Neste sentido, nossa bancada fará indicação para que seja feito o zoneamento escolar em nosso município para o próximo ano letivo. Quanto ao transporte de estudantes, principalmente do interior para a cidade, sugerimos seja feito estudo para adotar o que outros municípios já fizeram, que o mesmo transporte possa servir também para outros moradores, tendo em vista que em muitas localidades não existem mais linhas normais de ônibus. Para isso teriam que ser estabelecidas algumas regras, ponderou o vereador. Sugeriu ainda que, diante de denúncias de colegas quanto a perseguições a funcionários do Hospital de Caridade, sejam afixados cartazes com o telefone da ouvidoria da Câmara para que possam esses funcionários disponibilizar do serviço. E que também Postos de Saúde, Creches e demais escolas municipais também tenham acesso ao mesmo número.

Governo federal está terminando com os produtores de leite

MARLI FRANKE (PT) Destaca que após um expressivo período, o município volta a pagar o bônus leite. O secretário da Agricultura Evandro Colombo batalhou bastante por isso, demorou até que se formalizasse o projeto e se transformasse em lei. E agora em fevereiro teremos o pagamento dos bônus de setembro a dezembro do ano passado. É sem dúvida um estímulo aos produtores que vêm sofrendo muito com a questão dos preços, sendo que muitos chegaram a abandonar a atividade. Vemos aspectos contraditórios. Enquanto o município cria incentivos, o governo federal/Bolsonaro cria dificuldades para nossos produtores, facilitando a importação de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia, com a não taxação do produto, conforme decreto assinado neste mês.  O Brasil ainda possui em torno de 1,2 milhão de produtores de leite e as taxas para os produtos importados tinham o apoio não só de órgãos nacionais, como da Organização Mundial do Comércio, uma vez que União Europeia e Nova Zelândia recebem grandes subsídios de seus governos para a produção. Sem a taxação, estamos diante de uma concorrência predatória e desleal, nossos produtores não terão condições de concorrer em preços. Ficou claro que o governo federal se posicionou ao lado dos estrangeiros e das grandes empresas que estão no Brasil e irão importar esse leite a preços baixíssimos e vão terminar de matar a produção nacional. Outra medida amplamente divulgada é que o Ministério da Saúde volta a autorizar o uso do eletrochoque pelo SUS e, pior, reforça a possibilidade de internação de crianças em clínicas psiquiátricas. Esses hospitais psiquiátricos foram fechados porque eram depósitos de gente, onde coisas horríveis aconteciam e hoje, lamentavelmente, a gente ouve o ministro dizer que é inevitável a volta de tais hospitais e permitindo que até crianças sejam internadas. A impressão que dá é a de que estamos voltando para a Idade Média. Não podemos permitir a volta desse tipo de atrocidade.

Acredito que a CPI seja responsável pela saída de médicos

FLAVIO HABITZREITER (PTB) – Fala de jovens que buscavam uma vida melhor para suas famílias e tiveram seus sonhos interrompidos, referindo-se à tragédia no CT do Flamengo. Muitas vezes o time paga milhões para manter o salário de um jogador e as estruturas básicas nem sempre contam com investimentos necessários. E nesse sentido temos que dar os parabéns ao Sandro Becker pela estrutura que ele montou (no CT do TAC). E esses guris que estão aí não se abalem com o que aconteceu lá no RJ, vão atrás de seus sonhos para se tornarem grandes jogadores. Quero voltar ao assunto da semana passada. Um colega disse que agora que estou fora do Hospital posso ver melhor o que acontece. Agradeço a Deus por ter duas pernas, duas mãos e um coração bondoso que Deus me deu, a educação de meu pai e da minha mãe e a humildade que nunca deixo de levar comigo. Quando fazia plantão no Hospital tinha orgulho de ajudar as pessoas. E eu fazia quase mais fora do horário do que no horário de trabalho lá dentro. Um dia trabalhei o dia inteiro na Secretaria da Saúde, a noite inteira lá no Hospital e reuni forças para socorrer um senhor que precisava de ajuda para encaminhamento a Passo Fundo. Com ajuda do médico, consegui providenciar tudo e graças a Deus deu certo, se encontrá-lo quero trazê-lo para um depoimento aqui. Então não venham dizer que agora que estou enxergando. Sempre que podia, ajudava as pessoas. Quanto à falta de médicos, é um problema que está ocorrendo em todo o Brasil. Aqui em Três Passos, no entanto, acredito que a CPI tenha provocado a saída de profissionais que dedicaram a vida à saúde e de repente passaram a ser vítimas de acusações e bate-bocas. Não sou contra CPI, mas ir contra médicos que se dedicavam ao trabalho...Tomara que agora com a nova chamada tenhamos profissionais médicos suficientes para suprir as vagas.

A vizinhança não precisa ouvir o som que você gosta

WILLIAN (TOCHA) (MDB) – Quero voltar a um assunto enfocado no ano passado, antes do recesso, com relação à postura do cidadão e dos donos de bares e restaurantes, sobre o que tivemos uma audiência pública em outubro de 2018. Cerca de 30 pessoas participaram, um bom número, a maioria proprietários de estabelecimentos. Foi uma produtiva discussão principalmente com relação ao volume do som nos bares e restaurantes e a postura do próprio cidadão nas vias públicas. Essa audiência também se realizou um pouco em razão de um projeto que apresentei e foi aprovado, gerando algumas incompreensões e má interpretação. No entanto, o projeto foi aprimorado com diferenciação para estabelecimentos que ficam em prédios mistos (onde também têm moradias). Quanto ao comportamento das pessoas nas ruas relacionado ao som, é que ainda dá mais problema. Precisamos fazer um trabalho de conscientização. Em alguns pontos que tenho observado, não existe sequer a consciência de colocar o lixo numa lixeira. É um trabalho lento e difícil de fazer, mas está na hora de mudar. Mas quero me deter mais aos bares e restaurantes, têm muitas denúncias e reclamações chegando quanto aos horários de funcionamento e volume de som que não estão sendo respeitados por alguns. Faço um apelo para os donos de bares e restaurantes e também para aqueles que escutam som nas ruas (dos carros), que respeitem os demais, coloquem o som num volume aceitável, a vizinhança não precisa ouvir, e que tenham também consciência quanto ao lixo. Trata-se de bom senso. Não resolve termos leis se as pessoas não cumprem seu papel de respeitar o próximo.

O prefeito entrou num brete e está sem saída

NADER UMAR (PSDB) – Concordo com o Tocha, cada um deveria fazer um pouco mais seu próprio dever, cumprir cada um com suas responsabilidades que a vida seria bem mais fácil. Enfatizo igualmente a sugestão de serem expostos em diversos locais o número do telefone da ouvidoria da Câmara Municipal para que as pessoas possam, se quiserem, ligar e apresentar suas reclamações. Destaco igualmente o trabalho feito pelo Sandro Becker no CT do TAC e a ida de um dos garotos, o Felipe Scheibig, para o Grêmio. Na questão da saúde, quero dizer ao Flávio que a CPI não tirou médicos. Vocês podem insistir, espernear, mentir para quem quiserem, a administração de Três Passos tenta incutir para a população que foi a CPI que tirou os médicos dos Postos. Dizer que médicos ficaram com medo dos vereadores não é de acreditar, primeiro porque não temos poder de polícia e nem a caneta para demitir. A única coisa que a CPI fez foi denunciar que não estavam sendo cumpridos os horários e até médicos vieram à CPI e disseram que havia um acordo pelo qual não precisariam cumprir as 8h. Então pergunto ao prefeito como paga adicional em que um dos itens para receber é justamente o cumprimento de horário. Com relação ao Hospital de Caridade, algo de errado está ocorrendo. Não há diálogo entre a Secretaria da Saúde do município e o Hospital. Como ficará, agora, com os repasses mensais ao Hospital? Certamente haverá uma medida judicial dizendo que não são necessárias as guias. Mas e daí, serão pagos os 800 mil também? E os 730 mil (das emendas dos vereadores)? E os 560 mil do IPTU? Isso que eu questiono. O prefeito entrou num brete, está sem saída. Vai assinar o contrato ou vai continuar batendo na falácia de que não pode repassar recursos sem as negativas? Precisamos de respostas, inclusive para a intervenção que foi feita e até hoje não apresentou resultados. Farão uma nova intervenção? –questionou ao finalizar.