Policial

Graciele afirma “morte de Bernardo foi acidental”

Aos prantos Graciele contou que somente ela e Edelvânia são responsáveis pela morte de Bernardo
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O primeiro depoimento do 4° dia do júri do Caso Bernardo foi de Graciele Ugulini, a madrasta é acusada de homicídio quadruplamente qualificado. Aos prantos Graciele contou em seu depoimento que a convivência com Bernardo nunca foi fácil mas com o nascimento da filha piorou ainda mais.

Graciele não respondeu às perguntas do Ministério Público, ela respondeu as perguntas da juíza Sucilene Engler e de seu advogado Vanderlei Pompeo de Mattos. Ela confirmou a versão de Leandro sobre o caso, destacando “Leandro não tem nada que ver com isso. Só quero o perdão dele. É injusto uma pessoa estar presa sem ter nada a ver.”

A réu quando questionada sobre o motivo de sua ida a Frederico Westphalen  justificou que a viagem tinha fins particulares, sobre a compra do medicamento Midazolan ela afirmou que comprou em Frederico Westphalen, "Não ia comprar aqui (Três Passos), as pessoas iam saber que eu estava doente, e ia chegar nos ouvidos do Leandro" e afirmou que era para consumo próprio. Ela ainda disse em seu depoimento que na época estava doente “Hoje percebo que na época eu estava doente, estava no fundo do poço. Os atritos iam aumentando.

Sobre o dia do crime Graciele descreveu que Bernardo teria pedido para ir junto na viagem, e que o próprio menino teria pedido para receber a medicação para enjoo antes de sair de Três Passos. No trajeto até Frederico Westphalen a réu foi multada e segundo ela teria feito o menino se agitar, o que a fez dar mais uma dose de ritalina ao garoto, não obtendo resultado Graciele contou que jogou a bolsa no banco de trás e mandou ele mesmo tomar o medicamento.

Ao chegar em Frederico Westphalen e ir para o veículo de Edelvânia, ela percebeu que o menino não reagiu “estava babando”, Graciele declarou que não levou Bernardo ao hospital por medo de à acusaram de ter dado remédio em excesso de propósito.Ela ainda pediu a ajuda a Edelvânia para ocultar o cadáver, que indicou um lugar no interior do município e ajudou a cavar a cova.

A defesa de Evandro questionou sobre a participação dele no crime Graciele afirmou que nem o conhecia.