Política

Greve contra a reforma da Previdência

Contra a reforma da Previdência, líderes de movimentos projetam que serviços de transporte público serão afetados no Estado. Autoridades preparam esquema de segurança. Confira detalhes da reforma.
A paralisação foi convocada por centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Força Sindical, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Nova Central, e a CSP- Conlutas e Intersindical

Líderes de centrais sindicais e movimentos sociais informaram, em entrevista coletiva na quarta(12), que estão previstos atos em 150 municípios do Rio Grande do Sul amanhã (14). Os sindicalistas prometem greve geral no Estado contra a proposta de reforma da Previdência, com a paralisação de serviços de transporte, atos públicos e acampamentos às margens de rodovias.

— Todas as centrais, movimentos rurais e urbanos e o movimento estudantil são contrários a essa reforma. Estamos unidos e temos o apoio de metalúrgicos, petroleiros, servidores municipais, estaduais e federais. O país vai parar — disse Érico Corrêa, dirigente da CSP-Conlutas.

É preciso citar que, é evidente que todos gostariam de se aposentar com 40 anos de idade, o problema é que, o dinheiro pago para os aposentados não é suficiente. Esse dinheiro, que vem de contribuições da sociedade trabalhadora, está cada vez, mais escasso. O motivo? O dinheiro arrecadado pelas contribuições não é suficiente para sustentar a gama de aposentados que existe hoje. O rombo chega a R$ 150 bilhões, e se nada for feito agora, futuramente não haverá dinheiro e milhares de pessoas ficarão na miséria. Isso basicamente ocorre, pois as pessoas estão vivendo mais. A escolha a correta é se sacrificar agora para manter a saúde da previdência. Com a Reforma da Previdência as despesas do governo irão diminuir. Com menores gastos públicos, o governo será capaz de reduzir impostos e o setor privado produzir mais. Ela é vital para o crescimento sustentável da economia. A meta de Bolsonaro é economizar cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos com a reforma. Em termos absolutos, o grosso recai sobre os trabalhadores do setor privado, atendidos pelo INSS (R$ 687 bilhões). As mudanças na aposentadoria dos servidores federais civis somam R$ 202 bilhões, enquanto o saldo líquido para os militares é de R$ 10 bilhões (as mudanças na previdência estão atreladas a aumento de salários). O restante (R$ 182 bilhões) vem de alterações no BPC (benefício para idosos em extrema pobreza) e abono salarial (renda extra garantida a trabalhadores que ganham até dois salários mínimos).

Para o consultor legislativo do Senado Pedro Nery, autor do livro Reforma da Previdência - Por que o Brasil não Pode Esperar?, a proposta de Bolsonaro é, de maneira geral, mais justa que a de Temer, pois endurece mais as regras para os segmentos de maior renda (servidores públicos, militares e trabalhadores do setor privado que se aposentam com benefícios maiores pelo INSS).

Ele avalia também que a proposta enviada este ano para o Congresso é mais branda que a de Temer quando altera as regras de auxílio para idosos de baixa renda (BPC) e os critérios para aposentadoria rural e de trabalhadores urbanos mais pobres.

Entre os 150 municípios onde há atos programados, estão Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria, Santa Rosa, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Ijuí, Rio Grande, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Uruguaiana, Viamão, Cachoeirinha e Gramado. Em Porto Alegre, o ponto de encontro será na Esquina Democrática, a partir das 17h.