Esporte

Petipá, Espaço de Arte e Movimento

Escola de dança com metodologia diferenciada inaugurou em Santo Augusto
O piso flutuante é específico para a dança, é ripado e possui tudo isso para preservar as articulações das bailarinas. A Petipá é a única escola de danças da região que possui esse tipo de piso

É ali na Rua Rio Branco, na Galeria Dresch, que um novo conceito de dança será ensinado. Em um espaço amplo com um piso vindo diretamente de São Paulo, específico para o Ballet,  que Marcela Fattore Antonow aguardou a Equipe Celeiro para explicar os detalhes da Petipá.

Marcela Fattore Antonow é formada em Dança na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem Pós Graduação na PUC – POA em Dança. “Iniciei na faculdade em 2009. E Em 2014 terminei a Pós em Dança na PUC em Porto Alegre. Na capital gaúcha, trabalhei em duas escolas de dança e em outras escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental. No Espaço Azul Anil trabalhei com aulas para Mamães e Bebês, Crianças, Adultos e Idosos, compostas por aulas de ritmos e dança criativa. Depois atuei no Centro de Artes Naira Nawrosky onde trabalhei desde o Baby Ballet (a partir de 2 anos e meio), Juvenil, Adultos e Idosos. As aulas variavam de Ballet, Dança Criativa e Jazz Clip (inspiradas em clips)”, explicou a especialista.

Nas escolhas da sua vida, Marcela sempre colocou a dança em primeiro lugar, pois para ela a dança é a arte das artes, é uma paixão de infância, uma prioridade. “Quando eu era jovem, na época de escolher uma profissão, sempre dizia que, no momento em que abrisse qualquer curso de dança no Rio Grande do Sul eu me matricularia! Largaria tudo para viver o que mais almejei: ensinar a dança e todos os conceitos envolvidos na sua arte. Sempre disse isso. A paixão pela arte da dança esteve comigo desde que nasci. Logo me identifiquei com o Ballet e suas nuances. Ao saber do Curso na UGRGS eu não tive dúvidas, parti a Porto Alegre realizar meu sonho, e abrir esse espaço aqui em Santo Augusto é inexplicável: é sonho concretizado, carinho, amor, é ver meus esforços com o que mais me doei a vida inteira, quero cuidar dos meus alunos da Região Celeiro, o bem mais precioso, e passar para eles tudo o que sei”, explicou a professora.

A Petipá

O projeto surgiu baseado em três pilares: educação, arte e dança. “Eu trago a ideia de promover a dança na cidade com uma metodologia própria, que eu criei, baseada nas minhas vivências, que inclui a utilização de elementos, nossos sentidos e muita criatividade, sempre com muito estudo. Eu brinco que eu cuido da higiene da saúde das pessoas: eu promovo saúde e cuido dos corpos. A minha busca por conhecimento não cessa, sempre estudo novos conhecimentos para que as pessoas se conheçam, conheçam seus corpos, curtindo a dança. Elevo a dança a qualidade de vida e ao auto-conhcimento”, afirmou ela sentada em seu tablado.

A dança e a criança

De acordo com Marcela, o principal fator que a dança promove é a socialização. Além do mais “o reconhecimento de si, a localização no espaço, o equilíbrio, o desenvolvimento da coordenação motora, o desenvolvimento motor da criança, superar obstáculos, ter paciência para chegar nos objetivos com relação aos limites do seu corpo”, tudo isso é a arte de dançar. “Com a dança, a criança entende que ela é um ser em evolução e, além do mais, aprende detalhes que refletem na sua vida em sociedade: respeitar o espaço da colega, respeitar o próximo, disciplina, esperar sua vez na fila, ajudar e ainda há a questão estética: a postura e a forma física”.

Metodologias da petipá

A técnica do Ballet é inserida através da Dança Criativa para as crianças até 6 anos. As crianças utilizam elementos e a professora utiliza uma forma lúdica, um enredo e uma história para as crianças aprenderem os passos do ballet, “assim daqui dois/três anos elas saberão que aquele passo é um passo do Ballet Clássico, mas até certa idade, elas aprendem o Ballet brincando, pois eu acredito que as crianças só aprenderão na infância se divertido. Isso sempre deu certo em Porto Alegre e tenho certeza que aqui será igual. As crianças precisam usar a imaginação para serem felizes durante as aulas. Eu criei essas aulas durante meu processo em cada escola, em cada trabalho. Sempre programei minhas aulas antecipadamente e por isso tenho minha própria maneira de dar aulas e o resultado é fantástico. As crianças estão sempre nos surpreendendo e assim que elas me provocam, eu proponho novidade sempre. As aulas não serão iguais, pois as crianças estão sempre um passo à frente”, esclareceu a professora. Emocionada, Marcela ainda explicou que esse será um ano de muita dedicação, amor e novas experiências, e que acredita fielmente no potencial de Santo Augusto e da Região como um espaço amplo para o mundo da dança: “Eu estudei muito para isso, estou preparada e aguardo vocês”, finalizou ela com um sorriso no rosto.