Policial

Delegado William Garcez de volta a Santo Augusto

Há nove anos atuando, William Garcez trabalha como delegado desde novembro de 2010, “na época, respondia por Coronel Bicaco e Redentora”, explicou ele. Exatamente no dia do seu aniversário, 12 de abril de 2012, Garcez iniciou como delegado titular de Criciumal. “Desde o dia 1º de abril de 2019 a Delegada Regional, Cristiane, determinou que eu atendesse aqui em Santo Augusto”, esclareceu.
"Quase tudo está relacionado ao crime organizado, ou seja, o crescimento das facções pelo interior", explicou o delegado substituto William, que está em Santo Augusto desde 1º de abril

O delegado é um profissional que precisa saber agir com muito bom senso. Além de um vasto conhecimento técnico, intuição também é bem-vinda para essa profissão, além de coragem e idealismo por justiça.Sua função é basicamente: investigar e reprimir o crime.

 

Foi na última quinta-feira (11) que a Equipe O Celeiro conversou com William na Delegacia Civil de Santo Augusto.

O Celeiro:

Quais são os crimes que mais ocorrem na nossa região e como a população pode se prevenir disto?

Delegado:

De um modo geral, a maioria dos crimes são crimes de menor potencial ofensivo, cuja a pena máxima é até 2 anos: ameaças, lesões corporais, crimes contra o patrimônio e crimes de furto. Há pouco praticados com violência (que aí configuraria roubo). Cresceu muito o número de homicídio na nossa região, notadamente por conta do tráfico. O tráfico de drogas sempre terá uma atenção pois fomenta uma criminalidade muito grande.

 

O Celeiro:

O crime organizado é um dos focos principais?

Delegado:

Quase tudo está relacionado ao crime organizado, ou seja, o crescimento das facções pelo interior. Isso traz não só aumento do índice de criminalidade, mas também a gravidade dos crimes. Quando a pessoa começa a se relacionar com a facção criminosa ela já vai sabendo que a vida dela será curta: ou ela será presa ou morrerá. Na maioria das vezes, a vida média de um traficante é 30 anos, ou morreu porque alguém mandou matar ou está preso. O usuário também acaba fazendo parte desta estatística, usuário que está devendo e não pagou até o prazo - eles (traficantes) mandam matar. Ano passado prendemos indivíduos que vieram da Capital e vieram matar usuários aqui na Região Celeiro. O crime organizado geralmente é coordenado de dentro dos presídios e isso é frequente na nossa rotina.

 

O Celeiro:

O que você espera da comunidade santo-augustense enquanto estiver atuando aqui?

Delegado:

Estamos em uma cidade pequena, todo mundo conhece os policiais, não há agentes disfarçados – a menos se vier alguém de fora para algum caso específico. Por isso precisamos que a comunidade colabore e nos informe atitudes suspeitas.

Às vezes, o que acontece, todo mundo sabe, mas a informação não chegou onde deveria chegar. Essas informações são anônimas e a pessoa que está nos ajudando ficará em uma situação extremamente segura. Veja bem, os policiais são quem os traficantes não querem que fiquem sabendo. Todos os usuários sabem, mas precisamos que as pessoas nos falem “há um entra e sai na casa do meu vizinho”.

 


O delegado Garcez iniciou seu trabalho em Santo Augusto desde o dia 1º de abril.