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Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2021

Milho, cultura já sentiu carência hídrica

Milho, cultura já sentiu carência hídrica

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O milho é uma cultura significativamente importante para o Estado, tanto em bases econômicas – agronegócio, como sociais, porque representa para diversas propriedades, principalmente para as micro e pequenas, um dos produtos de maior versatilidade no processo de sua sustentabilidade alimentar.

 

A estimativa referente à produção de milho 2021/22 do Rio Grande do Sul, tradicionalmente maior produtor brasileiro do cereal na primeira safra, deverá crescer 39,23% comparado ao ciclo anterior, para 6,11 milhões de toneladas, estimou a Emater, órgão de assistência técnica ligado ao governo gaúcho.

O anúncio dos números foi feito pelo diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, conforme nota do órgão que destacou que a estimativa inicial é baseada na tendência apresentada pelas produtividades médias ao longo dos últimos 10 anos.

Em Santo Augusto, segundo informações do engenheiro agrônomo da Emater, Carlos Weiller, a área total plantada é de aproximadamente 4,9 mil hectares, sendo 2500 hectares para silagem e 2400 hectares para colheita de grãos.

Em relação à produção até os últimos dias as condições de desenvolvimento da cultura são perfeitas com chuvas bem distribuídas e bons volumes, noites frias e dias quentes ou seja condições extremamente favoráveis para a cultura. Questionado sobre a produção, Carlos salienta que ainda é cedo para falar sobre isso, pois já fazem alguns dias que não chove e isso pode gerar alguma quebra na produtividade.

Para o engenheiro agrônomo Cassiano Kuss, o milho em nossa região contempla vários estágios e realidades distintas, de lavouras mais desenvolvidas, já terminando a fase de polinização, a lavouras semeadas mais tarde, que estão na fase vegetativa. “Tivemos os meses de agosto, setembro e outubro com boas chuvas, diferente do que se observou no ano passado, quando esses meses tiveram uma drástica redução de precipitações, fenômeno que foge das normalidades para esses meses em nossa região.  Dentro do município de Santo Augusto temos locais onde as lavouras estão muito boas, que não enfrentaram longos períodos sem chuva, mas também têm regiões que já estavam há mais de 20 dias sem chuvas, locais onde a cultura já sentiu os efeitos do déficit hídrico. Ainda é muito cedo para quantificar essas perdas nesses locais, mas com certeza haverá redução nas médias produtivas,” observa o agrônomo.

Esse aumento das estimativas de áreas e produção está diretamente relacionado à rentabilidades que a cultura vem trazendo frente a outros cereais, onde tivemos um aumento expressivo no preço do grão. Até mesmo no último ano, em que tivemos baixa produtividade acarretada pela seca, o milho entregou bons resultados econômicos, sem falar de todos os benefícios agronômicos que a rotação de cultura traz para todo o sistema produtivo.

Conforme o agricultor Fábio Lorenzão, até o momento, a cultura não sofreu muito com a falta de água. “Não tivemos períodos longos sem chuva. Mas ainda é cedo para se estimar a produtividade, sendo que ainda tem um tempo até a maturação final da cultura.

A cultura do milho é muito importante não só pela rentabilidade, mas também pela rotação. Nas áreas de rotação de milho se colhe mais soja e mais trigo, além de facilitar e baratear o manejo de invasoras.”

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