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Domingo, 25 de Julho de 2021

Governo suspende sistema de cogestão, e regional R15/20 deve adotar protocolos de bandeira preta

Fotos: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Governo suspende sistema de cogestão, e regional R15/20 deve adotar protocolos de bandeira preta

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A reunião realizada na tarde de hoje com presidentes das associações de municípios do Estado, o governador Eduardo Leite (PSDB) decretou o fim da cogestão no processo de distanciamento controlado, impedindo a flexibilização de regras da bandeira preta e mantendo apenas o que é essencial. Com isso, a partir de sábado, 27, e até o domingo, 7 de março, regras do Distanciamento Controlado na classificação da bandeira preta deverão ser cumpridas.
“Entendemos que é preciso centralizar as ações de comando, mas em nenhum momento queremos tomar esta decisão sozinhos, por isso, queremos que os prefeitos nos ajudem. Minha recomendação é acabar, temporariamente, com a cogestão”, disse Leite.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, a primeira onda da pandemia, registrada entre os meses de julho e agosto de 2020, tinha em média 64 internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) por dia. Em dezembro, no que se convenciona chamar de segunda onda do coronavírus, a média foi de 67 internações. Desde a última terça-feira, 23, a média é 246 internações – quatro vezes maior do que no inverno passado.
“Nem que criássemos 7 mil leitos de UTI, o que é totalmente inviável, seria possível dar conta de tantas internações. Estamos no nosso limite”, frisa Leite. A proposta do governador é cumprir as regras da bandeira preta – com o fechamento do comércio não essencial e restrição a todas as atividades – a partir deste sábado, 27, até o domingo, 7 de março.

Em uma participação de uma live promovida pela Assembleia Legislativa, a secretária estadual de saúde, Arita Bergman, os números apresentados durante a reunião deixou a todos alarmados. “Em um mês mais que dobramos o número de internações. Estamos com a nossa capacidade de leitos praticamente esgotados. Já distribuímos todos os equipamentos que foram comprados, mais que dobramos o número de leitos e ainda não é suficiente”, disse.

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