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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2021

Falta de chuva não afeta produção de trigo na região

Falta de chuva não afeta produção de trigo na região

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Altas temperaturas e o clima seco, oferecem um cenário típico de verão, porém, contrasta com as condições do inverno gaúcho. Porém, a baixa precipitação acendeu um sinal de alerta em muitos municípios, não somente pela falta de água, mas também para os riscos oferecidos à agricultura do Rio Grande do Sul.
De acordo com dados da Emater, a maior parte das lavouras de trigo gaúchas estão em fase de germinação, cerca de 89%; outros 10% estão em floração e apenas 1% está em etapa de enchimento de grão.
O extensionista da Emater, Carlos Weiler, salienta que, em Santo Augusto, a área estimada de plantio manteve-se semelhante há anos anteriores, entre 11 e 12 mil hectares, e, em sua maioria, estão com boa sanidade. “As lavouras estão com bom potencial produtivo, podendo superar a média de produção de 60 a 65 sacas/ha. Tivemos o surgimento de alguns fungos, ocasionados pelas altas temperaturas, mas com a aplicação de fungicida pode ser controlado”, colocou.
Para o engenheiro agrônomo Álvaro Menegon, a falta de chuva registrado nos últimos dias, não deve significar grandes prejuízos para as lavouras de trigo da região. “O trigo que foi plantado mais no cedo, que pode estar na fase de florescimento e enchimento de grãos, que pode apresentar algum prejuízo. Mas isso deve significar cerca de 3% da produção regional”, disse.
Segundo ele, a falta de água atrasou o desenvolvimento de algumas lavouras, mas com o retorno das precipitações nessa semana, isso deve ser normalizado. “Acredito que voltará ao normal com o retorno das chuvas. Com isso, não teremos problemas com relação a produtividade, até porque o trigo não tem tanta necessidade de água quanto a soja e milho”, explicou.
Já o engenheiro agrônomo Cassiano Kuss, orientou para cuidados futuros, consequência da falta de chuvas e das altas temperaturas dos últimos dias. “O aumento de temperatura pode contribuir para o surgimento de algumas doenças fúngicas, como o Oidio. Nesse caso, o produtor deve ter atenção com o aparecimento de doenças e procurar um profissional de sua confiança em caso de dúvidas”, indicou.
Mais detalhes na edição dessa semana do jornal O Celeiro.

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