MENU
ESTAMOS AO VIVO

NO AR: Programa 1

Sábado, 26 de Setembro de 2020

Equipe

Enio Filipin

[email protected]
VER POSTAGENS

A modernidade ocidental imprimiu na mente da maioria dos professores que a Igreja Católica só fez erros no passado. Penso que seria sensato, mais prudente e até inteligentemente correto, muitos professores, sejam do ensino fundamental, médio ou universitário, que se informassem mais e dissessem para os alunos que: muitas obras como Cícero, Platão, Aristóteles, Quintiliano e tantos outros, chegaram aos nossos dias graças a Igreja Católica através dos mosteiros. Os monges copistas, multiplicavam cuidadosamente essas obras. Além dos clássicos gregos e latinos, não fosse o trabalho dos monges a Bíblia não teria sobrevivido a investida dos bárbaros na Idade Média. Os professores deveriam dizer que não foram os discursos de Cícero e nem as poesias de Virgilio , nem mesmo o pensamento de Platão e Aristóteles que salvaram a civilização ocidental dos bárbaros, mas sim os valores e o trabalho do cristianismo, através da filosofia de Santo Agostinho. Aliás, todo mestre deveria estudar Santo Agostinho. O protestante Harnack escreveu: “ Nos nossos dias a piedade interior e viva, bem como sua expressão, são essencialmente agostinianas”. Não há problema humano ou social que Santo Agostinho não tenha estudado. Seja na literatura ou na gramática da Idade Média, tudo depende de Agostinho. Foi graças a Igreja Católica que a alma de muitos bárbaros foi conduzida à civilização. A admiração da civilização Ocidental pela palavra escrita e pelos clássicos chegou a nós pela Igreja Católica que os preservou. São João Crisóstomo conta que já no seu tempo (347-407), era comum ao povo de Antioquia enviar seus filhos para serem educados pelos monges. Falando do papel da Igreja nos tempos bárbaros, Chateaubriand (1960) escreveu: “ Os mosteiros, como espécie de fortalezas em que a civilização se abrigou sob a insígnia de algum santo... A cultura da alta inteligência conservou-se ali com a verdade filosófica que renasceu da verdade religiosa. Sem a inviolabilidade e o tempo disponível no claustro, os livros e as línguas da Antiguidade não nos teriam sido transmitidos e o elo que ligava o passado ao presente ter-se-ia rompido”. Deveríamos estudar mais o cristianismo e a Igreja Católica. Falar dos seus erros, mas não ficar nisso. Estudar tudo aquilo de bom que herdamos de nossos antepassados nesses dois mil anos de cristianismo, independentemente de nosso credo. Se não simpatizamos com a doutrina cristã/católica, mas pelo menos devemos conhecer um pouco da história, para não sermos tão desconhecedores dos acontecimentos do passado e que por força da historia fazem ligação com o presente.

error: Content is protected !!