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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2022

  Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro

  Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro

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A AIDS é causada pelo vírus HIV, que interfere na capacidade do organismo de combater infecções.

É transmissível pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados.

Algumas semanas depois da infecção pelo HIV, podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de garganta e fadiga. A doença costuma ser assintomática até evoluir para AIDS. Os sintomas da AIDS incluem perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes.

Não existe cura para a AIDS, mas uma adesão estrita aos regimes antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações.

Atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas em tratamento não transmite o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável.

O jornal Celeiro entrevistou a Enfermeira Patricia Polo, de Santo Augusto, a qual repassou informações e dados sobre a AIDS no município.

O Celeiro: Quem deve fazer o teste de HIV?

Patricia: O teste de HIV pode ser feito por qualquer pessoa que possua a vida sexual ativa. Está disponível em todas as unidades de saúde. Além do teste de HIV, realizamos também o teste de sífilis, hepatite B e C.

O Celeiro: Qual o procedimento a ser realizado, após testar positivo?

Patricia: Quando o teste for positivo para HIV, realizamos outro teste (teste 2), com marca de outro laboratório para confirmar o diagnóstico. O portador é encaminhado para serviço especializado.

O Celeiro: Qual tipo de tratamento o SUS fornece para a pessoa HIV positiva?

Patricia: O tratamento é realizado com medicamentos antirretrovirais que inibem a reprodução do vírus que permitem retardar a progressão da doença, bem como, prevenir infecções secundárias e complicações. Os medicamentos devem ser tomados conforme indicação médica.

 

O Celeiro: A AIDS, em Santo Augusto, é uma preocupação?

Patricia: Em nosso município é uma preocupação, pois, com certeza, temos casos que nem o portador sabe e está sem tratamento.

 

O Celeiro: Quantos casos são acompanhados pela Secretaria de Saúde?

Patricia: Acompanhamos em torno de 15 pacientes na faixa etária de 20 a 40 anos.

 

O Celeiro: É possível ter HIV positivo e ter uma vida saudável?

Patricia: Sim. Desde que o portador siga o tratamento.

O Celeiro: Em casos de gravidez, qual a orientação adequada para as mulheres não correrem risco?

Patricia: Em caso de gravidez, é importante fazer acompanhamento durante o pré-natal com o médico, equipe multidisciplinar e realizar o tratamento correto durante a gravidez no transcorrer do parto e no pós-parto.

O Celeiro: Teve evolução na realização do tratamento?

Patricia: O tratamento para HIV evoluiu muito desde o início, pois, a expectativa de vida de uma pessoa infectada pelo vírus da imunodeficiência humana é muito semelhante ao restante da população. Os usuários que seguem o tratamento corretamente conseguem alcançar o ponto de não transmitir mais o vírus.

 

O Celeiro: E a cura da AIDS?

Patricia: Acredito que a cura esteja próxima. Estão sendo realizados estudos inovadores. Vamos aguardar a ciência.

No dia 1° de dezembro, vários países comemoram o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Essa data foi instituída como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre a pandemia e incentivar a análise sobre a aids pela sociedade e órgãos públicos. No Brasil, a data começou a ser comemorada no final dos anos 1980, envolvendo os governos federal, estaduais, distrital e municipais e organizações sociais.

 

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