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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020

Coisas de Mulher: Ginecologista fala da importância preventiva no combate ao câncer de mama

Coisas de Mulher: Ginecologista fala da importância preventiva no combate ao câncer de mama

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O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. No Rio Grande do Sul, a cada 100 mil mulheres, 42,95 desenvolvem a doença. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que em 2020, mais de 66 mil novos casos deverão ser registrados. Em 2018, o Brasil registou 17.763 mortes em função da doença, sendo 17.572 mulheres e 189 homens. Tamanho é o acometimento deste tipo de comorbidade, que campanhas foram criadas com a intenção de chamar a atenção e promover um maior cuidado.
Segundo informações, o câncer de mama é o 2° tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 25% de todos os cânceres que o afetam o sexo feminino. A ginecologista, Vanessa Jung Ferreira, diz que mulheres com mais de 50 anos são mais propensas a desenvolver a doença.
“A idade, assim como em vários outros tipos de câncer, é um dos principais fatores de risco. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas resultantes do envelhecimento aumentam o risco. Porém, a doença pode acometer outras faixas etárias, bem como pessoas do sexo masculino”, esclareceu a profissional.
Para ela a realização periódica de exames que detectam o crescimento anormal da doença é de extrema importância para a redução no número de mortalidade pela doença, haja vista que permite um diagnóstico precoce. “O rastreamento do câncer de mama é a principal ferramenta que demonstra evidências claras sobre redução da mortalidade ocasionada pela doença por permitir um diagnóstico precoce. Os benefícios do rastreamento a cada 2 anos com mamografia em mulheres de 50 a 69 anos são os melhores prognósticos da doença e com tratamento mais efetivo, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer). A Sociedade Brasileira de Mastologia considera que o rastreamento deva ser realizado anualmente a partir dos 40 anos. A mamografia é o único exame que apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama, sendo superior a ecografia mamária e ressonância”, comentou Vanessa.

A busca por atendimento médico e o tratamento

Com a pandemia, muitas mulheres deixam de frequentar o médico com regularidade. O Ibope Inteligência realizou uma pesquisa que revela que 62% das mulheres não foram realizar os seus exames preventivos em função da pandemia. Mulheres com mais de 60 anos foram as mais afetadas de acordo com o estudo, 73% disseram não ir ao médico ginecologista ou mastologista por medo da Covid-19. Entre as mulheres de 30 a 39 anos, 59% disseram estar aguardando a pandemia passar para ir ao médico, a menor taxa entre as entrevistadas.
A ginecologista, Vanessa Jung Ferreira, alerta que a presença de um nódulo mamário, lesão na pele ou retração são sinais que devem ser investigados. “A breve presença de qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos, nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual, principalmente de consistência endurecida ou que vem aumentando de tamanho, saída de secreção sanguinolenta nos mamilos, lesão da pele das mamas que não melhora com tratamento tópico, homens com nódulos de mamas, retração na pele da mama e mudança no formato do mamilo, são considerados sinais e sintomas suspeitos. Mas acima de tudo isso, o mais importante é a visita regular ao ginecologista ou a unidades de saúde, onde é realizado anualmente o exame físico das mamas e permite identificar alterações mais sutis”, destacou.
Segundo ela, o tratamento varia de acordo com o estágio da doença, suas características biológicas e condições da paciente (idade, status menopausal, comorbidades). Pode ser realizada através de cirurgia e radioterapia (além de reconstrução mamária) ou tratamentos sistêmicos com quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

Maneiras de evitar ou reduzir as chances

O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como: idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários. “Fatores relacionados a comportamentos ou ao ambiente incluem ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade após a menopausa e exposição à radiação. Além disso, é importante não fumar e evitar o tabagismo passivo. A amamentação sabidamente protege do câncer de mama tanto na pré- quanto na pós-menopausa. A prática de atividade física também ajuda a diminuir o risco de câncer de mama, pois promove a redução da gordura corporal”, indicou a profissional.

 

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